Ultima estrela viva em canção definitiva, para quando Deus fechar a estrada (Lúcia Constantino)
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
ONDE ESTÁS?
Onde estás?
Se de repente essa chuva canta
e esse canto tão triste,
é como se Você estivesse
chorando também...
mas tão além,
tão além em mim.
Dos meus percalços,
dos meus pedaços,
do meu rosto,
do que sou.
E para onde vou?
Sabes me dizer?
Sim, Você, que fez meu dia,
minha noite,
que me deu o direito de nascer.
Onde estás?
Se de repente esse coração me cobra
uma palavra Tua, um vento,
um sopro pequeno,
terno e sereno
para merecer a jornada.
Onde estás?
Aonde dorme Tua Lua lá na estrada?
Aonde dormem em meu sonho
Tuas estrelas?
O que sejas... o que me cerceia:
eu ser essa mulher
que Te carrega nas veias.
(Direitos autorais reservados).
Imagem: Super beautiful photos (fb)
PALAVRAS DO MEU SILÊNCIO
Mestre,
direciona-me o caminho
para que eu saiba ouvir
a água que canta pelos olhos
dos meus irmãos,
e saiba interpretar este canto
como um código dos anjos.
Que eu acredite, ó Mestre,
ser ainda capaz
de ouvir a canção de uma alma
e nela reconhecer o eco
da Tua voz.(Direitos autorais reservados).
Imagem: Super beautiful photos (fb)
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
REFLEXOS
Aprendo e desaprendo do mundo.
Tantas coisas, tantas sílabas,
tantas letras.
O que vem lá dos longes,
que ecoa de não sei onde?
Burlando cada palavra,
somando-se a cada borrão,
apagando cada saudade,
caindo ao chão.
Letras mortas, letras sem vida.
Iguais às folhas do outono.
Caem sem sobrevida.
São apenas restos de sonhos.
(Direitos autorais reservados).
Imagem: Super beautiful photos (fb)
Tantas coisas, tantas sílabas,
tantas letras.
O que vem lá dos longes,
que ecoa de não sei onde?
Burlando cada palavra,
somando-se a cada borrão,
apagando cada saudade,
caindo ao chão.
Letras mortas, letras sem vida.
Iguais às folhas do outono.
Caem sem sobrevida.
São apenas restos de sonhos.
(Direitos autorais reservados).
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